• Filipe Adão

Linguagem e comunicação

Atualizado: Mar 29



De um modo geral, os seres vivos necessitam de se comunicar para se relacionar entre si em seu meio ambiente, pois é por meio da comunicação que se estabelecem as bases de vínculo e convivência coletiva. E foi dessa necessidade de comunicação que surgiu a linguagem.

Os animais, embora não tenham a capacidade de falar ou se expressar por meio de técnicas avançadas de linguagem, se comunicam por meio de gestos e sons: o abanar da cauda do cachorro, o inflar do peito de um pássaro, o coaxar do sapo, o canto da baleia, o uivar do lobo, etc.

O ser humano, porém, dotado de racionalidade, desenvolveu técnicas e estabeleceu regras para realizar sua comunicação, utilizando sinais, símbolos, sons e gestos. A linguagem humana é a mais complexa do reino animal, pois possui uma infinidade de combinações de sons e signos organizados em códigos.

A linguagem é, portanto, um fenômeno comunicativo. Onde há comunicação, há linguagem. Trataremos aqui somente da linguagem humana, que dá ao homem a capacidade de expressar sentimentos, ideias, opiniões e pensamentos.

A maioria dos estudiosos e especialistas da área considera que a origem da linguagem humana data do início da pré-história e sustenta a “teoria da continuidade” para tentar explicar a sua evolução. Segundo esta teoria, a linguagem humana evoluiu a partir de um sistema pré-linguístico anterior existente entre os nossos ancestrais pré-humanos.

A linguagem pode ser considerada sob dois aspectos principais: como sistema linguístico específico, que no caso é a língua, ou sob seu conceito geral. No primeiro caso, trata-se da língua, que é um conjunto organizado de elementos (sons e gestos) que possibilitam a comunicação.

Nessa perspectiva (linguagem entendida como língua), restringimo-nos a uma atividade coletiva realizada por meio de um código formado por palavras regidas por regras combinatórias às quais pertencem a um grupo específico, como é o caso da língua portuguesa, inglesa, italiana, francesa, etc.

No entanto, a língua não permite mudanças injustificadas ou ilegítimas sendo necessário obedecer a certas regras para que a comunicação se realize de maneira inteligível, pois o agrupamento de palavras de forma desordenada tende a não efetivá-la.

Já quando tratamos a linguagem sob seu conceito geral, ela pode ser considerada sob diversas definições porque possui características distintas tomadas pelas diferentes abordagens e entendimentos que distinguem as várias escolas da teoria linguística.

Entre as características fundamentais da linguagem está a forma como se processa. A linguagem humana é processada por meio da semiose, ou seja, a atribuição de um determinado significado a um símbolo ou sinal. Neste sentido, a linguagem pode ser definida como uma organização racional na medida em que possui um conjunto de regras resultantes de um processo de racionalização que estabelecem formas para combinar significativamente os símbolos. Esta é uma visão estruturalista da linguagem, introduzida inicialmente por Ferdinand de Saussure, linguista e filósofo suíço cujos estudos e pesquisas propiciaram o desenvolvimento da linguística como ciência autônoma.

Outra importante característica da linguagem diz respeito a ser considerada uma faculdade mental, ou seja, a capacidade biológica do ser humano para utilizar a linguagem como um desenvolvimento exclusivo do cérebro humano, como uma propensão inata, permitindo-lhe realizar qualquer tipo de comportamento linguístico, como aprender um idioma, por exemplo. Atribui-se a esta visão inatista, os estudos e pesquisas de Noam Chomsky, linguista e filósofo norte-americano considerado o “pai” da linguística moderna.

A linguagem é considerada um fenômeno social na medida em que exprime a relação que uma sociedade estabelece com o mundo e os indivíduos dessa sociedade. No entanto, esta dimensão social não impede que a linguagem seja um meio de expressão do pensamento individual, uma vez que o indivíduo pode modificar a sua comunicação, realizando a recriação ou recomposição de signos, atribuindo-lhe novos significados.

Uma linguagem caracteriza-se também pela possibilidade de se transformar em outra, ou seja, de ser transmissível e traduzível em outra linguagem, permitindo a comunicação entre diferentes indivíduos que de outra forma não poderiam se entender.

Por fim, podemos definir linguagem como a possibilidade de dar sentido/significado às experiências, noções e pensamentos de cada um.

Referências:

Paschoalin, Maria Aparecida. Gramática: teoria e exercícios / Pachoalin e Spadoto. Ed. Renovada. São Paulo: FTD, 2008.

Infante, Ulisses. Curso de Gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2001.

Cereja, William e Thereza Cochar. Gramática reflexiva. Vol. Único. 3. ed. reformada. São Paulo: Atual, 2009.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Linguagem

https://pt.wikipedia.org/wiki/Origem_da_linguagem

http://www.significados.com.br/linguagem/

http://conceito.de/linguagem

http://www.infoescola.com/linguistica/conceito-de-linguagem/

http://knoow.net/ciencsociaishuman/filosofia/linguagem/

Esse texto faz parte de uma série de artigos sobre linguagens produzidos pela Especialista em produção textual, copywriter, design instrucional e também colunista desse Blog, Mônica Silva.

Gostou? Deixe o seu comentário e compartilhe nas redes sociais! Sua opinião é muito importante para continuarmos produzindo conteúdo cada vez melhor.

#Linguagem #Comunicação #Linguística #Línguaportuguesa #Educação

9 visualizações

Todos os direitos reservados Filipe Adão | E-learning & Design © 2020

  • Branco Facebook Ícone
  • Branca Ícone Instagram
  • Branca ícone do YouTube